História
Uma vida escrita entre o hospital, a sala de aula e o sertão.
Sete capítulos breves, o suficiente para dizer quem sou sem esgotar o silêncio.

Antes do jaleco, uma escuta.
Cresci ouvindo pessoas contarem o que doía antes mesmo de saberem nomear a dor. A vocação pela medicina veio disso, não da técnica, mas da atenção.
Foi essa atenção, aprendida em casa, que me acompanharia por todos os caminhos que vieram depois.

Clínica como forma de presença.
Formada em medicina e especializada na escuta clínica, aprendi cedo que o corpo é biografia. Uma consulta bem feita começa antes da anamnese.
Prefiro poucos pacientes bem cuidados a uma agenda cheia. É uma escolha ética, não estética.

Ser mãe reordenou minha noção de tempo.
A maternidade me ensinou que urgência e importância raramente coincidem. Reorganizou meus dias e, junto com eles, minha prática.
Não escondo a maternidade da minha vida profissional, ela é parte do que me tornou uma médica melhor.

Formar médicos que ainda sabem parar.
Ensino porque acredito que a próxima geração de médicos precisa ser lembrada, cedo, de que técnica sem presença é apenas procedimento.
Meu compromisso com o ensino é diário: aulas, orientação, escrita, escuta dos alunos.

Ir onde a estrutura é frágil.
Há anos participo de missões médicas em regiões distantes. Ir, ficar o tempo necessário, retornar, e voltar de novo. Missão não é evento, é vínculo.
Cada retorno reafirma por que continuo.

Que ninguém adoeça sozinho.
Se pudesse resumir tudo em uma frase, seria essa. Trabalho, na clínica, na sala de aula, no sertão, na página escrita, para que ninguém precise adoecer sozinho.
É uma missão sem manchete, e talvez por isso mesmo dure.
- 2004
Início da graduação em Medicina.
- 2010
Residência médica e primeiras aulas.
- 2014
Primeira missão médica em comunidade ribeirinha.
- 2018
Início da atuação como professora universitária.
- 2022
Publicação dos primeiros devocionais e ensaios.
- 2025
Lançamento do livro Presença Clínica.